Recentemente o álbum solo de Fernanda Takai voltou os holofotes para o repertório de Nara Leão. Aproveitando o interesse do público jovem, a Universal Music preparou a coletânea Nara Tropicália que traz a musa fora do esquema banquinho e violão. No álbum duplo, com seleção de repertório de Thiago Marques Luiz, estão músicas dos discos de Nara que ganharam arranjos do maestro Rogério Duprat e uma gravação inédita em CD de Capricho, poema de Castro Alves musicado por Francis Hime.
Tida como musa da bossa nova, Nara Leão sempre foi uma cantora moderna e ousada, nunca se prendeu a nenhum movimento. “Quando a Tropicália chegou, Nara já tinha em torno de meia dúzia de discos lançados, participações diversas em festivais e shows em teatros de grande expressão nacional, como o Opinião”, explica Thiago. “Era, portanto, uma mulher antenada com os acontecimentos. Foi a primeira artista a conhecer de perto o trabalho dos baianos nos anos 60. Numa viagem a Salvador, conheceu Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa e Maria Bethânia e ficou impressionada com a qualidade musical do grupo”, lembra o pesquisador responsável pelo álbum que chega ao mercado em setembro.